domingo, outubro 27, 2013

O tempo passou e não passou

Já se passaram 5 anos...

A vida mudou, os sentidos mudaram e o Mundo abalou...
O que é que mudou? Tudo, excepto o que realmente é verdadeiro!
O ser humano passa por muitas provas, obstáculos e desilusões, tentando sobreviver a todo o custo.
Hoje falo-vos da Amizade (uma das coisas que realmente é verdadeira). Depois de passar continuamente por provações desta vida, uma coisa que não mudou foram os verdadeiros amigos, como se o tempo não tivesse avançado, apesar das várais mudanças de objecivos e tarefas diárias, o tempo parece que não passou. O telefonema, os cafés, jantares e serões em casa, as conversas sobre o dia à dia, a partilha de preocupações, a partilha de alegrias e conquistas, o gesto amigo e reconfortante, o porto de amigo, mantiveram-se apesar das voltas de 180º constantes! Apesar das diferenças, dos rumos tomados, do tempo escasso, ainda há amizade na sua mais pura forma.

As pessoas, cada vez mais, preocupam-se com os feitos, conquistas e bem materiais...esquecem-se que as pessoas também são importantes, os amigos e pessoas que amamos e que nos amam são essenciais à nossa existência, a partilha das vivências e dessas conquistas é uma necessidade natural de forma a sermos felizes.

Um ombro amigo e uma mão amiga estendida não têm preço! Jamais terão!



domingo, fevereiro 03, 2008

Um amanhecer...bastante desejado...

Manhã de nevoeiro, onde tudo está encoberto, escondido à espera de ser descoberto.
O Sol toma uma posição mais alta, o dia começa a ficar mais limpo, as coisas que outrora não eram visiveis começam a tornar-se mais definidas.
A luz ilumina as terras altas, começa-se a ouvir a Natureza, tudo começa a ganhar forma,côr,sentido...
Os sentidos despertam, o ambiente torna-se acolhedor, começa a envolver tudo o que está à sua volta.
A desunião começa a desfalecer, a harmonia instala-se e os vários elementos entram em comunhão, a Água, o Ar, a Terra e até o Fogo.
A vida começa a ganhar rumo, o que antes era, já não o é...

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Morte

"A morte é o génio inspirador, a musa da filosofia. Sem ela ter-se-ia dificilmente filosofado." A morte atravessa tempos e culturas porque ela é o que está por detrás das grandes interrogações da humanidade, às quais ainda ninguém conseguiu responder. qual é o sentido da vida se estamos todos destinados a morrer? O que existe para lá da Morte?

terça-feira, julho 10, 2007

VIDA tal como ela é

“Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra cobardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. (...)
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planeando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu...”
Autor: Luís Fernando Veríssimo.

domingo, junho 10, 2007

11 Minutos parte 2

Deixo-vos o segundo excerto deste livro, concluindo assim os dois pontos do livro que me prenderam. Hoje passados 2 anos que o li continuo a saber perfeitamente onde se encontram, não demorando mais que 2 min a procura. Sem mais demora segue-se o tão esperado excerto:

“ Já não me lembro quando foi, mas, num domingo qualquer, resolvi entrar numa igreja para assistir à missa. Depois de estar muito tempo à espera, dei-me conta de que estava no lugar errado – era um templo protestante.
Ia sair, mas o pastor começou o sermão, achei que seria indelicado levantar-me - e isso foi uma bênção, porque naquele dia ouvi coisas que precisava muito de ouvir.
O pastor disse algo como:
“Em todas as línguas do mundo existe um mesmo ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente.
Pois eu afirmo que não há nada mais falso do que isso; quanto mais longe, mais perto do coração estão os sentimentos que procuramos sufocar e esquecer. Se estamos no exílio, queremos guardar cada pequena lembrança das nossas raízes, se estamos distantes da pessoa amada, cada pessoa que passa pela rua nos faz lembrar dela.
Os Evangelhos e todos os textos sagrados de todas as religiões foram escritos no exílio, em busca da compreensão de Deus, da fé que movia os povos para a frente, da peregrinação das almas errantes pela face da Terra. Os nossos antepassados não sabiam, e tão-pouco nós sabemos, o que a Divindade espera das nossas vidas – e é nesse momento que os livros são escritos, os quadros pintados, porque não queremos e não podemos esquecer quem somos”

Onze minutos, Paulo Coelho (pag. 240)


Um pequeno comentário, já todos ouvimos este ditado, provavelmente todos o dissemos uma vez, mas quando li este texto deixei de o dizer, deixou de significar o que sempre significou, posso ate dizer que o sentido foi totalmente trocado. Talvez agora mude de sentido para vocês também.
O excerto acaba com “Os nossos antepassados não sabiam, e tão-pouco nós sabemos, o que a Divindade espera das nossas vidas – e é nesse momento que os livros são escritos, os quadros pintados, porque não queremos e não podemos esquecer quem somos”. É exactamente nesse momento em que os olhos não vêem que paramos para escrever, para pintar, para cantar, praticamente o que quiseres no ramo artístico, coisa que depende de inspiração, de sentimentos, emoções. Onde menos esperamos estão as maiores contradições!

quarta-feira, maio 30, 2007

ONZE MINUTOS


"Segundo Platão, um filosofo grego:
No início da criação, os homens e as mulheres não eram como hoje; havia apenas um ser, baixo, com um corpo e um pescoço, mas a cabeça tinha duas faces, cada uma olhando para uma direcção. Era como se as duas criaturas estivessem presas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas e quatro braços.
Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, as duas faces opostas estavam sempre vigilantes e não exigiram tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos períodos. E, o que era mais perigoso, a tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisavam de ninguém para continuar a reproduzir-se. Então, disse Zeus, o supremo senhor do Paraíso: "Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam a sua força."
E, com um raio, cortou a criatura em dois, criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam- porque agora tinham de procurar de novo a sua parte perdida, abraçá-la novamente, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar durante longos períodos e aguentar o trabalho cansativo. A esse abraço em que os dois corpos se fundem de novo em um chamamos sexo.


(...)


Depois de os deuses separarem a dita criatura com sexos opostos, por que razão algumas delas resolvem que o dito abraço pode ser apenas uma coisa, um negocio como outro qualquer- que em vez de aumentar, retira a energia às pessoas ? "

Onze minutos, Paulo Coelho (p.167-168)


Quando a realidade nos da um abanão, por vezes o que sobra é refugiarmos-nos no imaginário. imaginar e acreditar que o amor existe para todos, que continua a ser importante para muitos, e é o que faz valer a pena continuar em frente.

Este foi um dos excertos deste livro que mexeu comigo (e que esta envolvido numa boa historia, mas isso é para outros episódios). Para mim é de uma beleza incrível, a procura de uma alma gémea, com a qual ficamos completos, com a qual contamos sempre, e que nos faz ficar fortes, ficar unidos.
Essa Alma gémea existe a grande questão é encontra-la, no meio de milhões de pessoas uma delas é a indicada, a ideal para ti. Mas aqui acho que o destino da uma grande mãozinha, as coisas acontecem por alguma razão, quando menos se espera ai esta ela!


quarta-feira, maio 23, 2007

AH E TAL E A FELICIDADE???


Ah e tal porque sou infeliz e tudo me corre mal….SABES UMA COISA??!! Deixa de pensar nas coisas más que aconteceram ou que estão a acontecer, pega num amigo ou mais e vai sair, divertir-te, tomar um café, ter uma conversa animada, conviver, atrofiar, ou então se as notas estão muito más agarra-te aos livros, junta-te a colegas para estudar, ou ainda se estás em baixo de forma começa a fazer desporto, COMEÇA MAS È A FAZER QUALQUER COISA PELA TUA VIDA, deixa os que te fizeram mal para trás, começa a pensar um pouco em ti, sê feliz, não vale a pena deixares a vida passar em branco por causa dum estúpido qualquer que te traiu, dum melhor amigo que te deixou ficar mal, etc, etc, etc… Aproveita mas é a vida!! Sei que estás a pensar “ah e tal falar é fácil”… Acredita toda a gente sofre, toda a gente tem os seus problemas, o que reflecte aquilo que és é a maneira como lidas com eles, por isso envolve-te naquilo que gostas de fazer, aproveita para experimentar coisas novas… A sério, não vale mesmo a pena ficar em baixo. CONFORMA-TE COM O FACTO DE QUE TENS DE SER FELIZ!!!!!!!!!